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Algumas coisas batem certo.
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Algumas coisas batem certo.
Vi em ante-estreia nacional, o que não é para todos. Pode dizer-se que não é um filme excepcional nem dos que marcam um ano de 7ª arte, mas é sem dúvida um filme “querido”, para não utilizar “fofinho”. Não vou escrever sobre o que retrata o filme, podem ver isso numa sinopse qualquer, interessa apenas dizer que gravar este filme deve ter sido uma experiência única para a equipa de realização. Crianças. Dezenas delas. Papel de destaque para mais que uma delas. De uma subtileza fantástica. Faz-nos no nosso íntimo reviver situações da nossa infância, voltar a sentir sensações agradáveis, pelo menos a mim fez.
Se puderem vejam.
Depois de ter feito um hattrick no último jogo pelo Barça, ante o seu maior rival, Real Madrid deixo aqui um excelente anúncio que não passa cá no nosso país.
Realmente, bendito problema de hormonas.
Eis o que uma maquina da Canon de uso profissional pode fazer, tirar fotografias como quem dispara uma metralhadora.
Quando for grande vou querer uma assim.
Aos 22 anos Scarlett Johansson atinge o estrelato. Depois de ter ganho o prémio de melhor actriz no festival de Veneza e na British Academy, pela sua interpretação em Lost in Translation (tinha apenas 18 anos) esta mulher não pára.
Para além do reconhecido talento, a descendente dinamarquesa, tornou-se um sex symbol à escala mundial. Foi considerada pela Esquire Magazine e pela Playboy como a “Sexiest Woman Alive”. Para além disso está a tornar-se cada vez mais rica. Para além de recentemente ter entrado num video-clip de Justin Timberlake esta menina é patrocinada por Louis Vuitton, Calvin Klein, L’Oreal e agora pela:

A meu ver é uma óptima aposta. Depois de Henry e Shevchenko, nada melhor do Scarlie!
Ora cá entre nós, se ela diz que não acredita na monogamia e que as mulheres não foram feitas para se entregar a um homem só (o que eu acho mal, mas ela é que sabe da vida dela) e se anda nas bocas do mundo, a coisa pode descambar para dois caminhos possíveis. O primeiro é a vida privada dela sobrepor-se à vida profissional, e tornar-se uma espécie de Britney ou de Paris Hilton, com escandalos. Ou então libertar-se de preconceitos, fazer um papelaço no qual aparece nua, e ganhar os oscars.
Pessoalmente já me empolgou mais, quer-me parecer que quando a afirmação for total ela já não será aquela actriz alternativa, mais intima de cada um, para ser propriedade do mundo e isso não me agrada. Quando isso acontecer, estarei apenas interessado nos seus filmes e não em acompanhar a sua carreira.
Está é uma banda, se calhar ainda pouco conhecida no mundo radiofónico português mas deixa-me uma grande nostalgia com o seu primeiro single chamado “Morfina”. E porquê? Porque tem um ligeiro toque de Ornatos Violeta, essa banda rock que marcou a minha adolescência e que me habituei a gostar.
Sei que não será propriamente um hit, e se calhar nem vão ter sucesso, mas não deixa de ser um projecto interessante, já que o actor Pedro Laginha, acaba por transparecer uma onda bastante cool.
É bonito de se ver. Neve, ou, névia. A voltar.

Recentemente passei a ser um dos administradores do site www.donosdabola.com . Portal informativo e fórum de discussão de desporto, essencialmente futebol. Quem gostar de falar da bola, que passe por lá.
Futebol, essa paixão de criança!

Hoje em dia, quando estou num meio onde as pessoas ainda estão a conhecer-me, algumas ficam desconfiadas quando notam que gosto mesmo de futebol. Como se gostar de futebol fosse significado de inteligência inferior, de modos mais rudes e de hábitos de povo. Considero-me culto para a minha idade, educado e calmo, faço o que todos fazem mas no entanto sei coisas de futebol.
Desde criança que o meu contacto com futebol foi algo que me marcou à partida, como amor à primeira vista, como a luva que assenta na perfeição na nossa mão e nos protege no frio do momento. As minha memórias, são rebuscadas, lembro vagamente do Itália 90, pelo menos do pai assistir com atenção e de ouvir os jornalistas a falar do Maradona. Mas a partir de 94, tinha eu 8 anos, que comecei a amor este desporto. Na rua queria ser sempre o Romário, enquanto jogava com o meu vizinho italiano que era sempre o Baggio (nas férias que passava na Suiça). Lembro-me desse Mundial e da maneira como desejei que o Baggio falhasse o penalty, que até acreditei que tinha sido por causa de mim que ele falhou. Lembro-me bem de adorar o Stoitchkov graças ao excelente mundial que fez.
Com os amigos, nas peladinhas que fazíamos depois da escola, normalmente com pedras a fazer de baliza e bolas a imitar as oficiais da altura, lembro-me da alegria com que ficava quando marcava um golo ou quando as coisas saíam bem. Calcanhar, cuequinhas (aqui no norte dizemos “cucha”), remates de primeira… era para isso que vivíamos. Lembro-me que quando nos magoávamos nos joelhos, era um bocado de saliva para cima, esfregava-se bem, e começar a jogar outra vez já que o jogo não parava. Esta era a magia pessoal que tínhamos, chegava-mos a casa pela hora do jantar, todos sujos, ouvíamos das boas da mãe mas no entanto valia a pena. Lembro-me de pegar na bola sozinho, e jogar, a relatar os nomes dos jogadores do Benfica antes ou a seguir aos jogos, tudo para mim sempre foi genial, desde chuteiras, caneleiras e cromos.

Do Benfica, posso dizer que sou por influência do meu pai, vivo no norte e com família maioritariamente portista. Nisto do futebol nada como solidariedade e um bom parceiro para ver os jogos. Lembro-me de adorar o Valdo, o Isaías, o Schwarz, o João Pinto, o Mozer, o Rui Costa. Lembro-me como se fosse hoje dos 6-3 ao Sporting, de estar a ver no café e achar piada a que cada repetição dos golos o pessoal voltasse a gritar “GOOOLOOO!” só para irritar os anti-benfiquistas, nessa noite fomos os melhores do mundo, não na prática mas para mim.
Fui sempre fiel, passei por fases muito complicadas, cheguei a pensar “mas porque raio tinha logo de gostar destes que nunca ganham nada?”… Dos nossos anos negros só consegui gostar de Caniggia, João Pinto e Karel Poborsky. Lembro-me de jogadores horríveis como Thomas, Escalona, Machaíridis, Paulo Nunes, Martin Pringle, Scott Minto e por aí fora, só escapava o Brian Deane.
Felizmente, com esta direcção as coisas mudaram, e já rebentei na vitória do campeonato, da taça sobre o todo poderoso Mourinho (o que me deu mais gozo foi a conferência de imprensa dele, a seguir ao jogo) e nas boas vitórias europeias. Na época corrente, ainda falta, mas continuo aqui a torcer, com a esperança de que ainda é mais do que possível e que se tudo correr bem, vamos conseguir. E como o verdadeiro amante nunca deixa de ter os seus amores, hoje, se pudesse escolher uma camisola autografada de um jogador do Benfica, seriam logo duas (qual Marco Paulo qual quê?), Miccoli e Katsouranis (Katso para os amigos).
Por isso, era para dizer que gosto de futebol sim. Adoro futebol. Não gosto nada de perder. Vieram-me as lágrimas aos olhos na final com a Grécia, e o jogo onde mais sofri até hoje foi com a Inglaterra nesse mesmo Europeu. No entanto adoro ganhar, mas acima de tudo sei ganhar e reconhecer que às vezes os adversários são simplesmente melhores. Sou por isso hoje, uma pessoa melhor, até porque devido a essa paixão eu próprio já joguei e já tive “a minha” equipa. Sei o que é a adrenalina e sei que tenho de alimentar este bichinho que tenho cá dentro. Por isso é que venho cá quase todos os dias, quase sempre mais que uma vez por dia.
Era isso que queria partilhar convosco sobre a minha pessoa.